Impressione seus amigos com a forma de exibir seus álbuns de fotos

20/02/08 21h04

Desde que as máquinas digitais ficaram populares, dezenas de programas foram desenvolvidos para facilitar a vida dos fotógrafos de plantão para que estes consigam compartilhar a quantidade enorme de fotos que tiram com seus amigos.

Essa tarefa, apesar de parecer simples para muitos, certamente é um pesadelo para a maioria. O marketing, digno de paises capitalistas, faz com que simples mortais tirem fotos com máquinas de 7 Megapíxels sem ter a menor idéia do que estão fazendo. Quando chegam em casa, colocam verdadeiras bigornas no seu micro de casa e, na hora de compartilhar isso com os amigos, começa a luta. Quantas vezes você já não recebeu um arquivo enorme de algum amigo seu que praticamente destruiu sua caixa postal?

Os usuários mais fuçadores começaram a usar programas que “dão um jeito” na problemática acima. Eles reduzem as fotos automaticamente, fazem alguns ajustes padrão nos níveis de saturação, contraste e cor e ainda montam um álbum de fotos para ser publicado na Web. Posso citar entre muitos o Picasa e ACD See.

Até aí, nada de novo. Além dos programas que rodam na nossa própria máquina, temos também os sites, ou melhor, as Web Applications, que têm esse propósito. Você cria um usuário e uma senha e faz o upload das suas fotos, normalmente organizando tudo em álbuns. Aqui citaria o Flickr e o Picasa Web, sem falar nas possibilidades de colocar fotos de maneira semelhante nas redes sociais Orkut e Facebook.

A maneira de visualizar essas fotos é bem semelhante em quase todos eles, porém, a Cooliris desenvolveu um plug-in para os principais navegadores do mercado que modifica completamente a maneira de navegar nesses álbuns. O produto é totalmente inovador e certamente irá fazer com que o mercado de desenvolvimento Web siga novos e bons caminhos.

O plug-in, batizado de PicLens, é simplesmente sensacional. Você irá impressionar todo mundo se colocar, por exemplo, seu álbum no Picasa Web e mostrá-lo para seus amigos. As transições entre fotos, a maneira de mostrar os thumbnails, a forma de navegar, a integração com alguns dos principais sites de busca de imagens, entre outras, são características que foram cuidadosamente desenhadas e pensadas por gente que se preocupa e muito com as pessoas que estão do outro lado do balcão.

Eu recomendo fortemente que todos instalem o plug-in em seus browsers pois, no mínimo, estamos diante de outro grande passo em termos de evolução nas aplicações Web. Não ficarei nada surpreso se algum player grande comprar esse produto por algumas dezenas de milhares de dólares.

Dicas para fazer um site matador

27/01/08 20h31

Sites que impressionam, que fazem praticamente mágica com recursos multimídia, principalmente animação, tá cheio por aí. Basta dar uma visitada nas principais agências de publicidade que você achará em seus respectivos portfólios trabalhos que se encaixam perfeitamente nesse perfil.

Achar um site bonito, agradável, que seja super fácil de navegar e, o principal, que tenha sido cuidadosamente pensado para que os usuários tenham uma experiência memorável, não é tão fácil assim.

Mais recentemente, ainda temos que considerar que os sites devem ser pensados para o mundo móvel que, diferentemente da época da “falsa propaganda” do estouro do WAP, agora realmente existe um número de pessoas - que não pode ser mais desprezado - usando aparelhos móveis para navegar.

A quantidade de informações necessárias para desenhar um site quase perfeito é enorme e, apesar do grande número de profissionais trabalhando nessa área, poucos tem todas essas características. Isso explica o motivo da boa valorização que estes têm no mercado.

E o que fazer então para conseguir enxergar tudo que é necessário para conseguir desenhar um site com todas essas características? Como em quase todas as áreas, a receita básica é nos mantermos atualizados. Parece fácil, mas certamente está longe de ser, pelo menos nessa área que, em pouquíssimo tempo temos que rever completamente nossos conceitos.

Para citar algumas coisas que devem ser pensadas quando se começa a desenhar um site, vou colocar uma lista abaixo de perguntas e respostas. Não se surpreenda caso você leia e pense: “nossa, eu não me preocupei com isso quando fiz o último projeto…”.

- Devo usar Flash ou algo do tipo?

A resposta para essa pergunta é outra pergunta. Caso você use uma dessas tecnologias, você conseguirá manter a acessibilidade e usabilidade do site? Veja, isso é possível, só que pouca gente faz porque é bem trabalhoso.

- Qual resolução de tela devo considerar pra começar o projeto?

A decisão provavelmente deve ficar entre 800×600 e 1024×768. Claro que isso não é uma regra. Tudo vai depender do seu público-alvo. Caso você esteja redesenhando um site, tente levantar através de uma ferramenta de análise de audiência qual a resolução mais usada pelos usuários.

- Qual deve ser minha preocupação em relação à acessibilidade do meu site?

A resposta é simples. Sua preocupação deve ser altíssima. Porque fazer algo que dificulte o acesso para portadores de algum tipo de deficiência? A dificuldade para tornar seu site acessível não é alta. O importante é pensar nisso desde o começo para que o resultado final fique melhor. Tanto para a acessibilidade como para usabilidade, não esqueça dos padrões web.

- E quanto à usabilidade, o que devo considerar?

Como disse logo no começo deste post, achar sites incríveis - falando apenas em beleza - é fácil. Achar sites memoráveis, que sejam fáceis de usar, navegar, consumir e tudo mais que se pode fazer em um site é difícil. Você já ouviu falar em um tal de Google? Simples, rápido, sem frescuras e, o principal, eficaz. Usabilidade é isso. Se você coloca um monte de coisas sem função específica, ou seja, que não tenha sido pensada, certamente você está indo pelo caminho errado.

- Ouvi você falando de portabilidade, que raios é isso?

Bem, essa é uma preocupação um pouco mais recente e significa mais ou menos o seguinte: como seu site funcionará quando visto em um dispositivo diferente de um computador tradicional? Ou ainda, é possível ter uma boa experiência visitando seu site através de um celular, de um smartphone, de um PC, de um MAC, usando Windows Vista, usando MAC OS, usando qualquer browser, usando Linux, usando um Tablet, usando um handheld e por aí vai. Parece difícil, porém, se for bem pensado, é possível.

A conclusão de tudo isso é: se mantenha atualizado. Entenda pra onde o mercado está caminhando. Conheça e tire proveito de novas tecnologias e, o principal: pense cuidadosamente antes de sair desenhando qualquer coisa. Aprender a questionar - sendo político, é claro - decisões de superiores que influenciam negativamente em qualquer um dos pontos citados acima, certamente é um mega diferencial.

Instale o Linux a partir do Windows sem complicações

14/10/07 21h53

Estão aparecendo para download na Web arquivos executáveis para que você instale o Linux através do Windows. Acredito que isso vá ajudar absurdamente no crescimento de utilização ou, na pior das hipóteses, muitas pessoas vão considerar experimentar pelo menos.

O processo de instalação tradicional do Linux em máquinas que já tem o Windows instalado não é trivial e usuários leigos dificilmente se aventuram. Com esses executáveis, tudo fica mais fácil.

Você só precisar fazer o download de um arquivo que, no caso da distribuição Debian, é apenas um pequeno arquivo que irá controlar o download de todos os outros arquivos necessários para termos outro sistema operacional funcionando em nossa máquina.

Para quem sempre quis experimentar o Linux mas tinha dificuldades ou até medo de instalar, recomendo tentarem através deste processo. Você irá precisar de uma conexão razoável para não ficar entendiado com o tempo dos downloads e uma boa leitura em Inglês também será necessária.

Aqui em casa eu peguei o instalador do Debian. Tem também o do Ubuntu. Acho que vale muito experimentar afinal, não devemos dizer que não gostamos de algo se ao menos não experimentarmos, a menos que seja muito óbvio que não é bom - que não é o caso.

Caso queira ver uns screenshots do instalador do Debian, acesse o sugestivo endereço http://goodbye-microsoft.com/screenshots/

Régua de pixels: indispensável

24/09/07 19h05

Uma coisa que tenho notado é que todas as pessoas que olham na minha tela quando estou com a régua de pixels aberta é o espanto e a admiração. Eu já perdi as contas de quantas vezes escutei: “Depois você me passa essa réguinha…”

Ela é super útil para designers, programadores e qualquer pessoa que trabalhe diretamente com internet. Quem já não precisou saber o tamanho de algum banner, largura de uma imagem e até mesmo o tamanho de um site e teve dificuldades?

Bem, a régua que uso no Windows é a JR Screen Ruler. O arquivo pra download é pequenio, o software é gratuito e é fácil de instalar.

Caso você tenha alguma dica valiosa que influencie na produtividade da mesma forma que a régua faz, envie para nós!

Cuidados na hora de escrever JavaScripts que vão ser usados em outros sites

02/09/07 19h09

A utilização de JavaScript cross-site não para de crescer. Hoje é difícil você acessar algum grande site que não tenha alguma chamada para um código que esteja hospedado em outro domínio.

Isso acontece porque os sites querem aumentar o número de recursos oferecidos para seus visitantes, prendendo a atenção com mais ofertas e possivelmente ganhar algum dinheiro. Isso tudo é feito colocando conteúdos, publicidades e ofertas que vem de sites parceiros.

Para fazer isso, os desenvolvedores Web dos sites que são fornecedores usam um jeito bem prático, de fácil manutenção e de fácil instalação para os parceiros. Eles produzem um arquivo JavaScript que fica hospedado em sua própria infra-estrutura e solicitam àqueles que forem usar seu código que simplesmente acrescentem uma tag em seu site que aponte para esse arquivo.

Para exemplificar de maneira fácil, esta página que você está lendo tem uma chamada para o ranking do BlogBlogs na coluna da direita. Toda vez que um visitante entra aqui, além do meu servidor de hospedagem ter que responder para montar toda a página, o servidor do BlogBlogs também recebe um pedido e tem que entregar o código responsável em montar o box de ranking.

Para o visitante, isso é péssimo, pois toda vez que o navegador começa a renderizar uma página e encontra um arquivo JavaScript externo, ele para de renderizar e espera o arquivo chegar para poder ser interpretado.

O engine dos navegadores assume que o código externo pode mudar o layout do site atual ou simplesmente interferir na renderização de alguma forma e, de forma correta, ele espera o código chegar, interpreta e continua com a renderização.

E como fazer para resolver esse problema de carregamento? Bem, existem diversas formas, algumas pouco conhecidas e outras que exigem apenas o bom senso de quem desenvolve códigos que serão usados em diversos sites.

Umas das formas de contornar o problema de espera do browser é simples. Basta você acrescentar um atributo na tag JavaScript que aponta para o código que está em outro domínio. Esse atributo é o defer=”defer”. Apesar de ser bem simples, isso tem que ser feito com muita consciência.

O resultado do uso desse atributo, dependendo do que o código externo faz em sua página, pode ser catastrófico, principalmente se o código externo usar o document.write. Como ele informa para o engine do navegador que ele não precisa esperar o código chegar para continuar renderizando a página, no final da renderização o código externo pode quebrar completamente seu site, substituindo todo o HTML já carregado.

Umas das soluções que considero boa mas não vejo muita gente usando é trocar o uso do document.write por innerHTML. A diferença é que daria um pouco mais de trabalho para os parceiros. Como seria?

Pegando esse exemplo do box de ranking. Ao invés de você colocar uma tag JavaScript no lugar onde quer que o box apareça no seu site, você colocaria apenas um elemento div com id=”ranking_blogblogs”. No final do seu código você colocaria a chamada para o arquivo externo com o atributo defer=”defer”. Esse código, ao invés de usar document.write, usaria documnet.getElementByID(”ranking_blogblogs”).innerHTML = “código HTML da box”.

Desta forma, o carregamento do seu site não ía ser prejudicado de nenhuma forma pelo conteúdo externo. O tempo de carregamento até os visitantes enxergarem alguma coisa certamente dimuniria e todos ficariam mais contentes. A única coisa que mudaria de fato é que o box, que é o exemplo em questão, não seria uma das primeiras coisas a aparecer no seu site pois, a ordem de carregamento das coisas foi alterada.

Nada mais justo não? Carregar primeiro seu conteúdo depois o que vem de fora. Para registrar, tenho visto isso acontecendo com frequência com link patrocinados, barras de shopping, widgets, rankings de blogs entre outros.

Conclusão, quando você for desenvolver algo que será usado em um grande número de sites, considere que se seu servidor demorar pra responder, você irá prejudicar seus parceiros. Se este for seu caso, reescreva seu código.

O dia em que removeremos os principais programas do nosso micro está cada vez mais próximo

13/08/07 08h25

Temos visto um mar de novidades na Web e, como já é sabido, os aplicativos Web estão cada vez mais próximos da possibilidade de substituir os de desktop. Já temos na Web muitos jogos, editores de texto, de planilhas, slides, gerenciadores de arquivos, fotos, etc.

No esquema atual, cada um tem sua máquina, normalmente um PC ou um Mac que vem com Windows, Linux ou MacOS. Além do sistema operacional, o proprietário, dependendo da finalidade da máquina, instala um conjunto de programas para que ele possa trabalhar.

Com o surgimento dos aplicativos Web, que usam apenas um navegador que pode ser instalado em qualquer sistema operacional, as coisas estão mudando e as perguntas que começam a passar na cabeça dos usuários certamente assustam cada vez mais os sobreviventes do mercado de softwares para desktop. Vou colocar abaixo algumas perguntas que venho escutando ultimamente:

- Para que eu vou pagar para ter um editor de textos no meu micro sendo que eu posso usar um gratuito e que se aproxima muito do pago?
- O que é melhor, ter um programa que consome boa parte dos recursos da minha máquina ou usar uma versão que usa recursos do servidor onde ele fica hospedado?
- Não é muito melhor usar um programa que fica hospedado na Web e que me permita gravar e compartilhar arquivos com todo mundo?
- Ao invés de comprar um software, não é melhor pagar para usá-lo, algo como uma mensalidade que me possibilite acessá-lo de qualquer lugar através do browser?

Apesar do caminho não estar muito claro para alguns, já tem muita gente se movimentando na direção do desenvolvimento de softwares que usam apenas os navegadores como plataforma. Esses dias esbarrei com “um” muito interessante. É o eyeOS.

Os desenvolvedores reuniram um conjunto de programas comuns nos sistemas operacionais citados acima, arrumaram um jeito bacana de gerenciá-los e batizaram de sistema operacional. A diferença é que tudo funciona no navegador e todos seus arquivos, planilhas, etc. ficam armazenados nos servidores deles.

Existe também a possibilidade de instalar uma versão do software na sua máquina. Nesta opção, o que vai acontecer na verdade é que o pacote que você pegar, vai instalar um servidor Web (Apache) e ligar um “site” que irá funcionar no seu micro.

Pra quem gosta de novidades deste tipo, recomendo dar uma boa olhada e, prestar atenção em uma coisa que certamente será confusa pra muita gente. No eyeOS tem um navegador Web (eyeNav). Você pode abrir seu navegador preferido, logar no eyeOS, abrir o eyeNav e acessar algum site. É bem esquisito e, no mínimo curioso, mas acho que serve pra abrir a mente.

É importante registrar que o projeto é Open Source.

Desvendando os relatórios de audiência do seu site

10/07/07 08h19

Com o crescente surgimento e utilização de ferramentas de análise de audiência, é cada vez mais comum ver funcionários de diferentes departamentos acessarem os relatórios fornecidos e ficarem confusos. Se você se encaixa neste perfil, este post é pra você.

Para tentar explicar os termos e suas diferenças, vou fazer uma analogia com o dia-a-dia da maioria das pessoas que gostam de ler na internet. Vamos ao cenário.

Você chega logo cedo para trabalhar e entra neste blog pela primeira vez (nunca tinha entrado). Além deste post, você acaba lendo outros dois. Assim que termina de ler os três, fecha o navegador e começa a trabalhar. O tempo que você investiu na leitura foi de 10 minutos. No final do dia você lembra da leitura esclarecedora que tinha feito pela manhã e entra novamente para pegar o endereço e passar para um amigo. :)

Supondo que este blog não tenha tido mais nenhum visitante durante todo o dia em que você o conheceu, acesso o relatório de audiência do Google Analytics, que é a ferramenta que uso para mensurar a visitação deste blog, no dia seguinte e descubro o seguinte:

No dia anterior tive duas visitas, ou seja, você entrou pela manhã, leu 3 posts e entrou no final do dia em 1 post. Podemos fazer uma analogia com aquela visita que você fez ontem cedo na casa nova (site/blog) da sua sogra . Você chega lá, toca a campainha, entra (1 visita), conhece alguns cômodos (3 páginas vistas), ela te convida pra tomar uma sopa, você recusa pois sabe que a sopa dela é horrível :), olha pro relógio, descobre que está batendo o recorde de permanência lá pois já se passaram 10 minutos, vira e sai correndo. No final do dia, para sua infelicidade, você tem que passar novamente lá para pegar sua carteira em cima da mesa (Segunda visita). Inventa uma boa desculpa e consegue entrar e sair com a carteira na mão em apenas 1 minuto.

Além das duas visitas, vejo que tive 4 páginas vistas (Page views), ou seja, 3 posts pela manhã e 1 no final do dia. Vejo também a média de páginas vistas por visita (Pages/Visit). 3 páginas na primeira visita + 1 página na segunda visita. Isso dá uma média de duas páginas por visita.

O tempo médio de permanência no site (Average Time on Site) é de 5 minutos e 30 segundos, ou seja, 10 minutos na primeira visita mais 1 minuto na segunda. Tudo isso somado e dividido por 2 que é o número de visitas.

O número de visitantes únicos (Unique Visitors) é 1. Da mesma forma que você foi duas vezes na casa da sua sogra e ela te reconhece como 1 mala só, no relatório, você também é visto como apenas um. Visitantes únicos são considerados como o número de pessoas diferentes que acessaram seu site, não importando o número de visitas e páginas vistas.

Outro dado importante é número de novos visitantes (New Visitors). Como você nunca tinha entrado no meu blog. Você aparece no relatório como 1 novo visitante. Caso faça mais visitas, irá aparece como visitante que retorna (Returning Visitors).

Uma medida extremamente importante, dependendo do tipo de conteúdo do seu site, é o número de abandonos (Bounce Rate). Este número é mostrado de forma percentual e indica quem chega no seu site e vai embora sem entrar em uma segunda página. Disse que é importante pois, se for alto, significa que suas páginas não estão oferecendo para os visitantes algo além do texto que faça com que ele continue navegando.

É importante registrar que alguns cálculos mudam de acordo com a ferramenta que você usa. Apenas como exemplo, o Google Analytics considera duas visitas se você ler 1 post, deixar o navegador aberto durante 30 minutos e depois ler outro. Isso muda de ferramenta para ferramenta.

Caso você tenha alguma dúvida de algum termo que não mencionei aqui ou, queira discutir seu relatório. Envie suas dúvidas.

WeeWar, simplesmente imperdível

02/07/07 20h14

Para quem gosta de jogos de estratégia, não deixem de conhecer o WeeWar. O site, que é a entrada para um jogo muito bem feito de estratégia, está ficando famoso.

Todo o jogo é baseado em Ajax e DHTML. Você faz sua jogada e o sistema envia um e-mail para seu oponente avisando que é a vez dele. Isso permite você travar boas e longas batalhas com amigos sem atrapalhar o trabalho.

O jogo ainda é beta e para conseguir entrar, você precisa solicitar um convite que, até hoje, todos que conheço conseguiram.

Para quem quiser saber mais, tem um blog abastecido pelos criadores com as principais novidades e correções.

Anotem aí, não demora muito para alguém grande comprar :)

Safari para Windows, vale a pena?

24/06/07 23h01

Depois de muito ouvir do último lançamento da Apple, resolvi tirar minhas próprias conclusões sobre o lançamento do navegador Safari que, já é muito popular entre os usuários de Mac e agora, tenta entrar na acirrada briga entre os navegadores para Windows que, até o momento, é disputada pelo Internet Explorer e Firefox.

Depois do download dos 8MB, que foi consideravelmente rápido, fui para instalação. Tudo é em Inglês pois eles ainda não internacionalizaram o software. Na página com as descrições do browser, diz que eles já estão trabalhando nisso. É o famoso “Coming Soon”!

Logo no começo o instalador me perguntou se eu queria instalar um tal de Bonjour Service e ainda, o software que seria responsável em fazer as atualizações do navegador. Como estou interessado em apenas testar o browser, resolvi não instalar.

Assim que carreguei o programa, sai navegando em algumas páginas que já estou bem acostumado, para ver se notava alguma diferença. A primeira delas foi em relação aos formulários.

Talvez como tentativa de melhorar a usabilidade, o navegador coloca automaticamente uma borda azul nos campos que estão com o foco. Eu não gostei pois acho que isso deve ser feito por quem faz a página e, como era esperado, isso acaba conflitando com formulários que já fazem uso deste recurso atavés do CSS, sem contar que muita gente usa campos de texto escondidos e flutando sobre imagens para dar uma “cara” melhor para os formulários. Neste caso o Safari estraga a tentativa do web designer.

As fontes, radio buttons, selects, botões e outros elementos que temos em formulários ficam com uma aparência totalmente diferente, claro, com cara de Mac. Fontes mais arredondadas, radio usando efeito acqua, selects redondos e assim por diante. Ainda falando sobre formulários, você consegue redimensionar os textareas dos formulários de uma forma bem fácil.

Como as fontes ficam totalmente diferentes, as páginas acabam não ficando exatamente como seus desenvolvedores planejaram. Vi coisas “quebradas” na capa dos principais portais Brasileiros, mas são irrelevantes.

Resolvi entrar no Gmail, que faz bastante uso de Ajax, para ver o que acontecia. Aparentemente tudo funcionou só que os formulários ficaram meio doidos, principalmente o de criar nova mensagem. Os campos ficaram desformatados e o redimencionamento citado acima não funcionou como esperado.

Quando entrei na caixa de Spam, que sempre é enorme, notei que o scroll da página ficou super lento. Resolvi então dar uma verificada no consumo de processamento e memória e, para minha surpresa, ele estava consumindo mais memória do que o Firefox e IE, que também estavam abertos. Detalhe: estava com 5 abas abertas no Firefox e apenas uma no Safari. O consumo era de aproximadamente 88MB do Safari contra 80MB do Firefox e 40MB do IE.

Uma das afirmações da Apple é que o Safari é mais rápido do que os concorrentes tanto em tempo de carregamento de páginas como em interpretação de JavaScript. Não peguei o cronômetro e, aparentemente achei que é mais rápido mesmo mas, fica evidente que a forma que ele faz para carregar as imagens é bem diferente. Parece que todas as imagens se transofrmam em progressivas, ou seja, aparecem com uma resolução ruim e vão melhorando com a chegada de mais dados.

O bloqueador de popups funciona, ou seja, impede que eles abram mas, o usuário simplesmente não sabe que o browser acabou de bloquear um conteúdo que poderia interessar. Só depois de desligá-lo através das configurações é que consegui ver um popup.

A integração com RSS é bem diferente dos concorrentes mas ainda não está funcionando direito. Quando você carrega um RSS e tenta adicioná-lo como bookmark, nada acontece. Na verdade toda a barra de ferramentas que abre do lado direito da página de RSS não funciona direito, acho que eles deixaram pra arrumar isso pra versão estável, eu espero.

Uma coisa que eu achei ruim foi eles terem mudado atalhos que já são padrão em aplicativos Windows. Por exemplo, o Ctrl+Tab não muda abas.

O plugin do Flash precisa amadurecer bastante. Encontrei diversos problemas em sites feitos em Flash que impediram minha navegação. Scrolls não funcionam, o ponteiro do mouse não vira uma “mãozinha” quando temos botões, entre outros problemas.

A busca nas páginas é interessante, na veradade a solução visual que eles dão para marcar os termos procurados me agradou bastante mas, infelizmente a busca não encontra o que está dentro de formulários. Isso faz muita falta!

Uma das coisas que dá bastante problema no Firefox é abrir arquivos PDF, tentei com o Safari e também não consegui. Tive que “matar” o programa através do Gerenciador de Tarefas. Depois de reiniciá-lo, resolvi fazer o último teste. Fazer vários downloads ao mesmo tempo pra ver como funciona o gerenciador de downloads que, pelo menos pra mim, é fundamental em um browser.

Os arquivos que peguei vieram bem. O único detalhe é que ele simplesmente começou a gravá-los e eu não fazia idéia do diretório de destino. Quando entrei nas configurações e vi que era o desktop, procurei uma opção que fizesse com que ele perguntasse toda vez que fosse fazer um download e não encontrei. Só é possível escolher outro diretório diferente do desktop.

A conclusão que tirei foi: não vale a pena. Achei muita ousadia e pretenção da Apple não seguir os temas do Windows, ou seja, todo o layout do navegador é diferente do que o usuário está acostumado a ver e, pelo menos até onde sei, não dá pra mudar isso. As fontes também não me agradaram nem um pouco.

Sobre os problemas, ainda existe o pretexto de ser versão beta então, não adianta ficar falando. Quando instalamos programas betas, sabemos que vamos encontrar problemas. Tudo bem, talvez não tantos, mas não é o caso. Mesmo que eles corrigam as principais falhas, ainda fico com o Firefox porém, achei ótimo o lançamento pois é mais um pra concorrer e, quem realmente ganha com essas concorrências somos nós! :)

Safari para Windows

19/06/07 22h40

Para melhorar ainda mais a briga entre os navegadores, a Apple disponibilizou para download a versão beta do Safari para Windows.

A Microsoft, depois de anos sem se mexer por causa do domínio absoluto do mercado de browsers, começou a correr atrás do que poderia ou pode ser um prejuízo graças ao crescimento de uso do Firefox.

A Apple, por sua vez, com esse lançamento que definitivamente quebra um enorme paradigma, mostra a importância de estar presente nesse segmento pois, com as mudanças tecnológicas recentes, o navegador está se tornando o software mais importante para qualquer dispositivo.

Se as coisas continuarem caminhando assim, em breve só precisaremos de uma máquina, seja ela qual for, com acesso à Web e um browser. Por enquanto eu escolho o Firefox e você?