Native Client: mais um passo para a independência
Como dito há aproximadamente um ano e meio, o dia em que removeremos os softwares das nossas máquinas está cada vez mais perto. Hoje o tempo que ficamos usando apenas o navegador é cada vez maior e, a medida que mais aplicações "Web Based" forem surgindo, isto será mais comum.
Quando me refiro a aplicações baseadas no navegador, logo surge a seguinte interrogação: isto só é possível para aplicações que não consomem muito processamento, pois, do jeito que as aplicações são estruturadas, o processamento de quase tudo fica sob responsabilidade do servidor Web (é verdade que este fato tem diminuido com o uso do Ajax) e, o potencial de processamento das máquinas é praticamente desprezado. É possível imaginar, como exemplo, termos um Adobe Photoshop funcionando dentro do navegador? A resposta é óbvia: não!
Isto porque aplicações Web rodam dentro do browser que, por questões de segurança, tem poucos poderes sob a máquina em que ela está rodando e, é justamente aí que entrar o principal assunto deste post.
O Google inovou mais uma vez e, depois de permitir o uso offline do GMail, Calendar, Docs e Reader, graças ao Google Gears, eles lançaram o Native Client que nada mais é do que uma tentativa de dar mais poderes para o browser para que aplicações possam usar de forma mais inteligente os recursos da máquina em que estão rodando.
Isso, de certa forma, pode ser assustador para alguns, pois, tende a nos levar para a liberdade total (tem gente que não quer isso), ou seja, poderemos usar softwares de tudo quanto é tipo independentemente do sistema operacional.
O resultado prático é: portabilidade, independência, fim de monopólios, mais segurança em relação à perda de dados, maior possibilidade de escolha para os usuários, entre outros.
Depois do lançamento do Chrome, com toda sua forma de funcionamento diferenciada e, pelo passos que tenho observado, o Google realmente tem mostrado que está muito a frente. A atitude que tem restado para empresas gigantes de software e correr atrás do prejuízo.
Para finalizar, vou plantar uma semente na cabeça de vocês. Para quem já conhece bem o conceito de virtualização, vocês não acham que o caminho que estamos indo é justamente uma virtualização mega macro? Dá para passar horas discutindo isso...