Entenda os efeitos do legado do Internet Explorer 6.0
Antes de começar, é importante registrar que não gosto de flamewars e que não sou a favor ou contra qualquer plataforma. Neste post apenas expresso minha opinião sobre as consequências do abandono do Internet Explorer 6.0.
Aí vai a histórinha que explica o título e também minha opinião:
1. Pessoas físicas e jurídicas pagaram para comprar um sistema operacional (Windows XP) que veio com um navegador embutido (IE 6.0);
2. A fabricante (Microsoft) - certa feita - abandona as atualizações do navegador, lança um novo (IE 7.0), e ainda, também uma nova versão do sistema operacional, pois, já tem um "bem melhor" (Vista);
3. Para você trocar para o novo ou para instalar a nova versão do navegador, precisa trocar de máquina ou pelo menos fazer um upgrade, pois sua máquina, que está com tudo funcionando, não tem os requisitos mínimos para rodar a nova versão;
4. Você, que tem um parque de 3000 máquinas operando, óbviamente decide não gastar milhares de reais para atualizá-las, afinal, o trabalho está sendo feito;
5. Passa algum tempo e suas 3000 máquinas continuam funcionando e o navegador instalado também. Na mesma situação que você, está quase 40% (dado colhido através do Google Analytics de vários sites de segmentos diferentes) do mercado, porém, como a empresa que te vendeu os softwares parou de atualizá-los, você - que não está sozinho - está absurdamente exposto à centenas de falhas de segurança.
A história acima é um simples resumo do que vem acontecendo com milhares de pessoas e empresas e, o que a maioria não enxerga é que muito dinheiro é gasto além de licenças de software e aquisições de hardware, quando uma empresa com a penetração de mercado igual da Microsoft simplesmente abandona um software como o IE 6.0.
Falando em pessoas físicas, a maioria pouco se interessa por versões ou atualizações de software. O que querem - com razão - é o plug-and-play (já ouviram falar?). Isso mesmo, computador sim tem que ser igual TV. Hoje falamos que era absurdo você ligar uma TV e ter que esperar que ela esquente para poder ver. Nós não fazemos o mesmo com o computador? Tenho certeza que em breve não será mais assim.
Pessoas jurídicas, por sua vez, se preocupam sim com atualizações, mas, geralmente por questões financeiras, nem sempre é possível manter o parque atualizado. Quando você tem uma rede grande, não consegue trocar ou atualizar tudo com um simples estalo de dedos ou com uma enfiada de mão no bolso.
O resultado disso é termos, durante anos, que desenvolver (fazer malabarismos, gambiarras, css hacks, ifs a mais nos JavaScripts, sem falar no bug da borda que some e aparece, rs) sites e aplicações para rodarem dentro de um software desatualizado, que não segue padrões e que exige/consome muito mais tempo de desenvolvimento, ou seja, mais dinheiro. Quem é que paga por isso?